Zé Urbano

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

AMA A DOR

Poesia quando vem
sempre encontra
um bobo sonhador.
Pois no amor
todo poeta
é sempre amador.
UMA RAPIDINHA



Ela chegou nervosa
como uma bola procurando vidraça;
saiu calminha
como um anzol esperando um peixe na linha.
AS FÉRIAS DO TUM-TUM


Podes te partir,
pulsante ignorado.
Se queres me ferir,
tum-tum indignado,
muda de lado.
Só porque eu estou
de novo apaixonado
sem a tua permissão?
Como eu ia saber
das tuas férias acumuladas,
meu coração!





RESIDENTE



No hospital do meu coração
o amor é sempre residente.
Não sabe nada do que estuda.
Não ensina nada do que aprende.
A CORDA


Acorda... meu amor!
Concorda... meu amor!
Recorda... meu amor!
Discorda... meu amor!
A corda!!!!
!Meu amor?


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

SORRATEIRA


Entrastes sorrateira
meio assim de sopetão
e na vez primeira
me roubaste a solidão.

Abristes a geladeira
que era o meu coração.
Te destes toda, inteira.
E eu farto, bobo, babão.

Depois o cansaço... a canseira.
Saciado o tolo... glutão.
Dormi e dei bobeira;
fugistes, linda ilusão.


MORDIDA


Se for preciso
o amor não usa o guizo
e morde sem aviso
o teu coração sonhador.

Mas eu devolvo o teu riso
menina sem juizo,
e a tua dor amenizo
no meu liquidificador.