Zé Urbano

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terça-feira, 21 de abril de 2009

AMORA

Pirei quando ouvi o teu nome.

Nome de fruta; Amora!

Puta! Que nome, que mina.

Um jeito tão dona e menina.

Namora Amora!

Veste este verso, despe este canto.

Descobre este corpo maldito

que absorve o meu grito

na hora do encanto.

Morde minha veia, chupa meu sangue.

Xinga a vizinha, bebe o meu leite.

Vai na cozinha e pega o azeite.

Não tem? Margarina!

Ai, que mina!

Já chegou pronta.

Passou-se da conta.

Ficou me devendo

e deixou assinado em meu corpo

seu débito, seu cheiro, sua sina.

domingo, 19 de abril de 2009

PURA SACANAGEM

Tu és o nômio fresco da tiez ramalda
deixando as ramas do gentil cinábrio,
nemália branca que o ourelar desfralda
na relva fresca do entoifar calábrio.

És o entravo lírio me adoçando a calda
que hifeniza o bário me deixando ébrio,
qual rifão no nicho arrancando a fralda,
migalhando um lêsmio no portal tenébrio.

Das mãos bainilhas, divelentes, fúmeas,
desfolho garço teus artelhos gáveos,
me levando à nívea anilada e plúmbea.

Teus lábios gázeos de amargar fluídos,
rubejando em grises e tecidos cárneos
grafunham révoas com grulhôes premidos!


NÃO QUER DIZER NADA, MAS IMPRESSIONA!
Tentei metrificar, entendidos que me digam se consegui!
Chaplin

SONETO DE UM AMIGO: HTTP://POETACHAPLIN.BLOGSPOT.COM

terça-feira, 14 de abril de 2009

Fissura

Você é minha religião
meu Brahma, minha skol.
Você é todo esse tesão
que tenho, lhe vendo ao sol.

Você é essa inconstância
no vai e vem do meu pulmão.
Você é toda a exuberância
desta minha ereção.

Você é tudo e mais um pouco,
bola de boliche fugindo da raia.
Você sabe que eu fico louco
com o entremeio dessa saia.

Você sabe que me tem todinho
e eu sei que sou um abobado,
querendo você só minha!
Tô nem aí, pro seu namorado!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A BELA ENDOIDECIDA


Nossa! Meu deus!
Não,não,não!
Engordei dois quilos!
Pareço um balão!
Socorro!Help me!
Academia! Anorexia!
Não como mais!
Nunca mais!
Dedo na goela!
Vômito!
Vou me matar!
Eu odeio essa barriga!
Faca!
Ahhhhhhh!
Sangue!
Minha filha!!!!!!!
Agora....
só... a foto borrada
com lágrima.


Poema Político

Ah! Meu senhor...
Deixa de opulência
pois, que, tua carne gorda
verte indecência.
Teu cargo distinto
não passa em exame.
Teu mau caráter disfarçado
já tem destino certo.
Em tua esmerada aparência
nada é definitivo.
Enganas mais a ti
do que a mim mesmo
Não gostaria de ficar a sós
contigo no deserto,
eu morreria de sede,decerto.
E, se Deus topasse contigo
providenciaria teu decesso.
És pária, filho da culpa!
Distrais os inocentes
e trais teus pares.
Rezo para queimares
na tua única casa
que é o inferno!
Bobo da corte


Morte ao Rei!
Morte ao Rei!
Gritava (já no cesto)
a cabeça guilhotinada
do bobo da corte.
Deixou de ser bobo
logo após a morte.
É... nunca é tarde
para deixar de ser covarde.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A MULHER LAVANDO A JANELA


NUM VAI E VEM INCESSANTE
DE ÁGUA, SABÃO E CALOS,
LIMPAVA A SUJEIRA INSISTENTE
ESSA MULHER QUE EU FALO.

MERO TRABALHO, DIRIA ALGUÉM;
SOBREVIVER É UM DETALHE,
BUSCANDO FORÇAS NO ALÉM,
LIMPANDO VIDRO E TALHE.

GUERREIRA QUE SÓ VENDO!
NO BATE -BATE, GANHA PÃO,
COISAS QUE NÃO ENTENDO...
LAVANDO... A VIDA... EM VÃO...

RISCANDO PISO TETO VIDRO
COM UM SONHO NO CORAÇÃO
LEVANDO A VIDA NO GRITO!
ESTÁ TUDO LIMPO? ACHO QUE NÃO...