Zé Urbano

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Soneto Hamsteriano


Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…


Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…


Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…


Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…

Fuck fuck fuck fuck fuck…

quarta-feira, 15 de julho de 2009

LIVRO


Um livro fechado é um teatro vazio,

um quadro sem pintor,

uma rosa sem espinho,

uma casa nova sem morador.


Um livro aberto é um teatro lotado,

asas abertas de um Condor,

onde tudo pode ser vivido,

vida e morte, amor e dor.


O livro que eu te empresto

é uma história minha que te dou,

na capa já vai escrito,

um pouco do que eu sou.

AFIADOR

Qual uma traça histérica

rasgaste minhas vestes

e essa histeria genética

não me diz a que vieste.


Chegaste assim troglodita

espetando minha cava

com essa adaga maldita

que rasga a pele e me escava.


E o aço que me queimava

queria meu sangue que esvaía,

e a tua boca gargalhava

fazendo de mim tropelia.


Mas, num momento distraída

olhaste a lâmina tão esguia,

roubei-te a faca tão temida

e sujei de sangue a esquadria.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Amor te A morte Amor te amor

Tem morte morrida, morte matada.
Tem morte sofrida, morte chorada.
Tem morte furada, morte por nada.
Tem morte contida, morte cantada.

Tem morte bonita, morte maldita.
Tem morte aflita, morte que grita.
Tem morte indecisa, morte que alisa.
Tem morte que é cinza, morte Maisa.

Tem morte que afronta, morte que aponta.
Tem morte que espanta, mortes tantas.
Tem morte chinfrim, morte assim.
Tem morte ruim, morte de mim.

Tem morte que ensina, a vida é uma sina.
Tem morte que canta, a vida é tão bela.
A morte te avisa que a vida é precisa.
A morte nos leva pois a vida é dela.