Zé Urbano

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domingo, 28 de agosto de 2011

CORAÇÃO

Eu pensei que o coração
tivesse prazo de validade.
Vivi nessa enganação,
mas coração não tem idade.

Bate quando bem entende,
ama como bem quer,
sempre tão indiferente,
de seu dono não quer saber.

Bate largo e descompassa
fica nesse pega e larga,
bole bole, nos perpassa
até o osso, feito adaga.

Bate forte, emocionado,
corre o sangue tão gueixo.
Quando está apaixonado,
é ouro, pra ele, o lixo!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Matar-se de amor

Joguei meus olhos no precipício
e me afundei na imensidão...
era tão claro, no início...
mas me esperava, no escuro, o chão.

Estatelei o meu olho curioso
e quebrei a minha face de pedra.
Meu sonho liso ficou poroso
e desalinhou meu siso, na queda.

Quebrou-se todo o esqueleto
e sobrou, só, uma costela.
Mas eu juro e prometo!!
Essa que sobrou... é dela!!