Zé Urbano

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

POR UM MUNDO EM QUE TODOS OS PALÁCIOS VIREM MUSEUS, PRA QUE NÃO ESQUEÇAMOS  DA SOBERBA E ARROGÂNCIA HUMANAS!!

sábado, 1 de novembro de 2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ah, vida
essa louca jornada
rumo ao nada,
que nos assombra
e alucina.
Ah, vida 
sem eira nem beira
que nos permeia 
e calcina.
Ah, vida 
longa e cansativa
que nos onera e inebria
diga-me a que vens,
fastidiosa diva!!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Eu nunca me encaixei muito no mundo,
então criei um mundo que encaixasse em mim.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Eu nasci inteiro,
nu, são e salvo,
e a vida foi, ligeiro,
me fazendo de alvo.
Ah... vida certeira,
de bala, sangue e  aço.
Acertando de primeira,
me tirando os pedaços...

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O medo que me dá é de encontrar a felicidade e não rolar uma química entre nós...

quinta-feira, 7 de agosto de 2014



Sinhá

Agora que o nêgo não é mais seu, sinhá...
O nêgo pudia furar seus óio, sinhá...
Mas seus óio são tão bunitu, sinhá...
Que dá pena no nêgo, de furá, sinhá...

O nêgo pudia marcá suas costa, sinhá...
Mas a pele da sinhá é tão fininha, sinhá...
Que o nêgo tem muito medo, sinhá....
De fura sua pele e no osso chegar, sinhá...

O nêgo pudia lhe  buta corrente, sinhá...
Mas a perna da sinhá é tão fraquinha, sinhá...
Que o nego inté fica com receio, sinhá...
Que o peso pode inté aleijar, sinhá...

O nêgo pudia fazer muita maldade, sinhá...
Mas o  nêgo num vai se vingá, sinhá...
O nêgo tem bom coração, sinhá...
Num vai, a irmã, machucá, sinhá...
.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Coleciono verdades absolutas, artigo muito raro e nunca visto. Não consegui começar a coleção ainda, quem tiver uma e quiser doar eu aceito....

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sem Sentido




Se eu fosse inocente, confessava,

mas sou culpado, vou morrer calado.

Fui tirar conclusões e contundi meu cerebelo

tentei achar soluções e fiquei nu em pelo.

Mas não me escondi do fantasma,

dei a cara ao tapa e levei um soco,

ao cuspir meu dente vomitei-me todo.

Se for pra confundir vou deixar de sacanagem

não sei de nada porque estava presente,

se lá não estivesse, quem sabe eu soubesse.

Enfim... dos mares, o mais salgado,

tiro onda de inteligente e honesto

e no fundo, bem no fundo, sou modesto.

Nunca fui um livro inteiro, sou sumário...

Jogo pedra em mim a esmo,

sempre andei com um saco de gude

e um atirador de soro fisiológico.

Andei por dias a fio na cidade fantasma

e quando dei por mim, não tinha relógio,

fumei um rolo da palha que rolava

e tomei um suco de escaravelho.

As portas que batiam? não entrei...

Desafiei-me  pra um duelo, no espelho,

e atirei na vela, no escuro sou mais eu...

Nas manchas emboloradas do teto

vi o mapa dos meus devaneios,

enquanto escorria o sangue engosmado

eu me agarrava no teu seio,

virei uma nuvem de espasmos

e começou, enfim, o recreio...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

sábado, 12 de julho de 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

Às vezes eu penso em desistir,
mas me dá um medo e eu
desisto de pensar e insisto!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A verdadeira democracia se estabelecerá 
quando a vontade de ser povo for maior
que a vontade de ser governo.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

sábado, 22 de março de 2014

Todos nós, 
cada qual com seu tantinho de culpas, 
formamos esse mosaico imenso de indiferenças.

domingo, 9 de março de 2014

Olha só,
o jardim floriu!!
A dor desistiu 
de se plantar!!
O tempo corre,
escorre pelas mãos.
O tempo morre,
também morre a ilusão.
O tempo sofre,
também sofre o coração.
Que um tempo nobre
me traga a solução.
Para que o tempo sobre,
também sobre a emoção
de quem descobre
o valor da solidão.
Que o tempo se importe
e me queira dar a mão.
Que o tempo volte
e me traga uma paixão....
Cotovelo

Só de vê-lo faiscam meus olhos
que bela curva ornamental
que erguem teus dedos
quando me acenas um tchau!


Que cantinho escondido
quase fora do teu corpo
meio de lado, esquecido
meio bicudo, meio redondo.


Pra que serve o cotovelo
além de bater na quina
e arrepiar teu pelo?


Ser do braço, a esquina?
Ou ser o furor da língua,
com vontade de lambê-lo!!