Zé Urbano

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sem Sentido




Se eu fosse inocente, confessava,

mas sou culpado, vou morrer calado.

Fui tirar conclusões e contundi meu cerebelo

tentei achar soluções e fiquei nu em pelo.

Mas não me escondi do fantasma,

dei a cara ao tapa e levei um soco,

ao cuspir meu dente vomitei-me todo.

Se for pra confundir vou deixar de sacanagem

não sei de nada porque estava presente,

se lá não estivesse, quem sabe eu soubesse.

Enfim... dos mares, o mais salgado,

tiro onda de inteligente e honesto

e no fundo, bem no fundo, sou modesto.

Nunca fui um livro inteiro, sou sumário...

Jogo pedra em mim a esmo,

sempre andei com um saco de gude

e um atirador de soro fisiológico.

Andei por dias a fio na cidade fantasma

e quando dei por mim, não tinha relógio,

fumei um rolo da palha que rolava

e tomei um suco de escaravelho.

As portas que batiam? não entrei...

Desafiei-me  pra um duelo, no espelho,

e atirei na vela, no escuro sou mais eu...

Nas manchas emboloradas do teto

vi o mapa dos meus devaneios,

enquanto escorria o sangue engosmado

eu me agarrava no teu seio,

virei uma nuvem de espasmos

e começou, enfim, o recreio...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

sábado, 12 de julho de 2014